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Reforma tributária: por que o ISS do seu município importa agora

A transição para o IBS já começou, e o histórico de arrecadação do município pesa no futuro da receita.

GPS Público · novembro de 2026 · leitura de 3 minutos

A reforma tributária aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025 substitui gradualmente o ISS, municipal, e o ICMS, estadual, pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por um Comitê Gestor com participação de estados e municípios.

Como é a transição

  • 2026 é o ano de teste, com alíquotas simbólicas destacadas nos documentos fiscais.
  • De 2029 a 2032, o ISS é reduzido gradualmente enquanto o IBS cresce na proporção inversa.
  • A partir de 2033, o novo modelo passa a valer integralmente.

Por que o histórico importa

Durante a transição, a distribuição do IBS entre os entes leva em conta a arrecadação histórica de cada um. Na prática, o desempenho do ISS nos últimos anos ajuda a definir a participação do município por um longo período. Um município com fiscalização fraca ou cadastro desatualizado pode carregar esse prejuízo por anos. Confirme as regras de cálculo e os anos de referência na legislação e nas orientações do Comitê Gestor.

O que fazer agora

  1. Organizar e conferir a série histórica de arrecadação do ISS.
  2. Reforçar a fiscalização com cruzamento de notas fiscais e dados do Simples Nacional.
  3. Adequar o sistema de nota fiscal de serviço ao padrão nacional.
  4. Capacitar a equipe fazendária nas regras do IBS e da CBS.
  5. Estimar o impacto da reforma na receita para planejar o orçamento dos próximos anos.

Esses passos fazem parte do GPS Contas Públicas.

Conteúdo informativo. Normas e programas podem mudar; confirme sempre a regra vigente.

Próximo passo

Quer aplicar isso no seu município?

O Raio-X GPS mostra por onde começar.

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